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Análise: Phoenix Wright Ace Attorney: Dual Destinies

30 October on Análises, Blog  
Phoenix está de volta como advogado

Phoenix está de volta como advogado

Não é todo dia que vemos advogados gritando e apontando, médiuns canalizando vítimas e promotores com chicotes – mas esse tipo de maluquice é corriqueira no mundo de Ace Attorney. A série, conhecida como Gyakuten Saiban no Japão, ficou famosa pelo nome de seu primeiro protagonista, Phoenix Wright. A série agora recebe um quinto episódio, mas sem a participação do roteirista Shu Takumi (que escreveu todos os jogos da série e o excelente Ghost Trick). O resultado é algo digno na franquia – mas não necessariamente o que os fãs esperam.

Athena é a nova advogada do time, com um poder único - psicologia

Athena é a nova advogada do time, com um poder único - psicologia

Para quem não conhece a série, o jogo recria a emoção de defender pessoas acusadas injustamente de homicídios. Usando evidência para contradizer os testemunhos de diferentes pessoas, a verdade é lentamente revelada – mas não sem reviravoltas explosivas.

Jogadores agora controlam três advogados diferentes: os heróis dos jogos anteriores, Phoenix Wright e Apollo Justice, assim como a estreante Athena Cykes, que traz uma nova mecânica: inspirada na leitura de micro-expressões como visto no seriado Lie to Me, a jovem heroína é capaz de sentir emoções e encontrar contradições em testemunhos. E se você acha que isso não é ridículo o suficiente para o padrão da série, não se preocupe – o promotor presidiário inspirado na filosofia samurai certamente mostra serviço nesse quesito.

O Mood Matrix de Athena em ação

Com a chegada da série ao 3DS, Dual Destinies migra das tradicionais ilustrações para modelos 3D animados, uma empreitada de sucesso: os traços do original foram capturados com perfeição, e as animações estão melhores do que nunca, capturando toda a loucura e personalidade das testemunhas perdendo as estribeiras durante o interrogatório. Da mesma forma, os diálogos e trocadilhos continuam brilhando, servindo como plataforma para criativas conspirações... e você se sente genial ao unir todos os pontos ao desenrolar a mentira.

Tentando desfazer alguns dos elementos mais frustrantes da série, o novo jogo simplifica as partes de investigação, limitando as telas nas quais você pode procurar pistas. Além disso, o jogo sempre deixa um aviso do que você deve fazer em seguida, seguindo a tendência de segurar a mão do jogador constantemente. Somado ao fato de que os casos são curtos, algumas horas são o suficiente para terminar a aventura – mas pelo menos evitando frustração em troca de desafio e duração.

Jogadores verão muitos rostos familiares na aventura

Jogadores verão muitos rostos familiares na aventura

Tudo isso parece apontar para esse ser o melhor jogo da série – mas esse não é o caso. Além de ser curto, o jogo falha em reproduzir uma das marcas registradas de Shu Takumi: um tom consistente entre as diferentes partes da aventura. Jogos anteriores da série tinham uma macro-trama amarrada, com cada caso conectando uma peça extra para o quebra-cabeça maior. O mesmo acontecia em Ghost Trick, com as pequenas pistas espalhadas no decorrer do jogo, magistralmente se fechando no final. Apesar de amarrar temporalmente o começo e o fim do jogo com flashback, era exatamente o processo de amarrar mentalmente todos os fios soltos em uma única tapeçaria que revelava a verdade maior que impulsionava cada clímax – algo que falta nesse quinto episódio, tirando parte do choque.

Mesmo sem isso, o jogo ainda é vale muitas risadas e surpresas – e fica como um aperitivo para Professor Layton vs. Phoenix Wright, escrito por Takumi, que chega ao ocidente em 2014.

Ficha técnica
Phoenix Wright Ace Attorney: Dual Destinies
Plataformas: 3DS
Desenvolvedor: Capcom
Publisher: Capcom

Esta postagem também está disponível em: Inglês

Author, freelance videogame journalist, cinematography major and a little insane.

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