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Análise – Metal Gear Rising: Revengeance

07 March on Análises, Blog  
Raiden renascido como ninja cibernético

Raiden, renascido como ninja cibernético

Hideo Kojima é um designer de jogos tão aclamado quanto controverso. Uma das confusões mais memoráveis se deu no lançamento de Metal Gear Solid 2, a esperada continuação que garantiu ao PlayStation 2 sua liderança com um trailer impressionante – mas quando foi lançado, ele surpreendeu fãs (e não no bom sentido) com uma troca inesperada de protagonista – Snake era deixado para trás depois do breve prólogo, trocado por Raiden – visual, personalidade... quase todas as características eram opostas ao que os jogadores estavam acostumados. E a revolta foi grande. As reclamações duraram por anos – mas Kojima teve sua vingança em Metal Gear Solid 4, quando Raiden retornou como um ninja cibernético durão, com uma impressionante luta contra Vamp mostrada lado a lado enquanto jogadores controlavam Snake... deixando aqueles que reclamaram com vontade de controlar o polêmico personagem. E agora Kojima finalmente teve sua “revingança”, dando essa oportunidade aos jogadores.

Rising teve um desenvolvimento conturbado, sendo originalmente desenvolvido internamente pela equipe de Metal Gear e chegando a ter suporte a Kinect. Dado que pouco foi mostrado dessa versão, é seguro imaginar que ela não devia ter atingido a qualidade esperada, e o projeto acabou nas mãos da Platinum, empresa responsável por excelentes jogos de ação como Bayonetta e Vanquish. Nas mãos deles o foco de furtividade foi colocado de lado em troca de um frenético combate com espadas – sim, você ainda fatia muita coisa como nas demonstrações antigas, mas agora uma série de mecânicas deixa o jogo muito mais dinâmico e desafiador.

O game se ambienta depois dos evento de Metal Gear Solid 4. Com o fim do SOP, os mercenários estão mais avançados e independentes do que nunca, e Raiden faz parte de um novo grupo que se envolve na missão errada, na hora errada. Mergulhado em uma conspiração que traz memórias ruins de seu passado como um soldado-mirim, Raiden decide fazer justiça com as próprias mãos – ou mais precisamente, a lâmina de sua espada de alta frequência, capaz de cortar praticamente qualquer objeto.

Sem bloquear ataques, jogadores jamais completarão a aventura

Sem bloquear ataques, jogadores jamais completarão a aventura

Ao contrário de oferecer um verdadeiro canivete suíço de funcionalidades que muitos jamais usarão como Metal Gear Solid 4, Rising imediatamente esclarece  que você não vai sobreviver sem entender técnicas básicas como a defesa por bloqueio (“parry”) – um dos primeiros chefes do jogo serve basicamente para impedir que você prossiga até saber usar apropriadamente a técnica, que é executada realizando um ataque fraco apontando para a direção de um ataque marcado por um brilho vermelho. Muitos designers atualmente temem esse tipo de barreira, ainda mais tão cedo, para evitar que jogadores desistam do game por frustração – Rising segue o conceito oposto, exigindo que você atinja as crescentes expectativas do desafio crescente. Na dificuldade padrão, o jogo desafia sem se tornar exageradamente frustrante, enquanto as mais altas exigem total maestria das técnicas – especialmente o icônico Zandatsu: quebrar a armadura de um inimigo para então fatiar e remover sua espinha cibernética, recarregando toda a saúde e energia do herói. Pode parecer estranho imaginar que virtualmente todo inimigo que você encontra permite deixar o herói em estado perfeito, mas isso permite que Rising imite o que Final Fantasy XIII fez: ao invés de colocar enchimento com batalhas inconsequentes, todo combate traz um risco real de ser derrotado. Isso não é exatamente inédito – a série Ninja Gaiden trabalha assim, mas aqui é apresentado de uma forma muito mais acessível para o grande público, sem quebrar o excelente ritmo. E sinceramente, a emoção de ver oponentes sendo picado em fatias é extremamente recompensador.

Mistral, uma das impressionantes chefes do jogo

Mistral, uma das impressionantes chefes do jogo

Sem essa gordura desnecessária, o jogo é composto por inúmeros momentos memoráveis, com especial destaque para as batalhas contra chefes – quase todas únicas e empolgantes, exigindo uso criativo das habilidades de ataque e defesa para garantir a vitória. Entretanto, isso chega com um preço alto: a aventura é bastante curta, podendo ser completa em menos de seis horas. Existem alguns incentivos para rejogar na forma de elementos colecionáveis escondidos e troféus/conquistas, mas alguns deles parecem relíquias arqueológicas da versão anterior, como ouvir todas as conversas do rádio Codec – algo que a maioria dos jogadores provavelmente ignorará completamente sem prejudicar a experiência. Aliás, o que diabos Quinton Flynn estava pensando quando deu três vozes diferentes para Raiden? Tudo bem que em um momento o jogo explica UMA variação... muito depois dele já alternar entre elas constantemente, mesmo quando não é consistente com essa desculpa.

Metal Gear Rising: Revengeance continua sendo uma excelente aquisição para quem aprecia um bom jogo de ação desafiador. Ele claramente sofreu ao ter que ser repensado no meio da produção, explicando sua curta duração e alguns elementos aparentemente gratuitos – mas o excelente acabamento salva o que poderia ter sido um desastre em um jogo competente e que se destaca nos aspectos que foram eleitos como vitais.

Ficha técnica
Metal Gear Rising: Revengeance
Plataformas: PlayStation 3, Xbox 360
Desenvolvedor: Platinum Games
Publisher: Konami

Esta postagem também está disponível em: Inglês

Author, freelance videogame journalist, cinematography major and a little insane.

Comments

  1. Jackelynne says:

    that this wouldn’t count asgniat you.4. It wasn’t going to be some gimmicky shit, zan-datsu was the game play and had a purpose.9. A shitty clone of DMC’s feel, Bayonetta’s combat system (which had dodge cancelling) and Vanquish.Hell the third-person mode is a straight copy and paste from Vanquish.Now then, don’t most MGS games have the player using the environment to hide? That is to say HUGGING wall and structures and hiding withing items on the field?Hell ANY GOOD Stealth game has these things:1. Encourages Stealth as apposed to simply running out and getting into open combat.2. An Alert System, something that tells you the enemy is on high-alert and that you need to HIDE for a few to lower the alarm.and 3. Hiding bodies, even the great father of Stealth the Thief series has all these things, especially hiding bodies. In this game the bodies disappear, through miniature explosions no less.And don’t point out that scene from Act 2.Raiden up to that point had shown he still used Stealth, he hid himself, knew a lot about hunting and even taught Snake how to do it. The only reason he went high-fly like he did was because he couldn’t save Snake and keep his cover at the time.Alright for people saying MGS fans should shut up and buy this game I have this to say.Do you bitch about SH fans not liking Book of Memories?I did my research people who will buy this game, what about you.Oh and choke on this: And you Platinum fanboys are even worse.They are alienating their original fanbase the ones who bought all of their previous games just to please mindless hack and slash faggots like you.But you don’t care because Platinum can do you no wrong and its no skin off your nose because you apparently never liked or even showed interest in MGS before this..

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