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Análise: Divinity- Original Sin

07 July on Análises, Blog  
Don't let the visuals fool you - a Diablo clone this ain't.

Não se deixe enganar pelo visual - esse não é um clone de Diablo.

A primeira leva de jogos do Kickstarter começa a sair, e o modelo de crowdfunding se tornou alvo de novas críticas – não é incomum ver comentários sobre desenvolvimento bagunçado ou promessas quebradas. Então quando o estúdio Larian se propôs a fazer um RPG de computador das antigas que misturaria o mundo e a simulação profunda de Ultima VII com elementos mais modernos de jogos como Baldur's Gate, como confiar neles? Nessa era de RPGs focados em ação e simplificados, as chances do estúdio belga Larian não pareciam das melhores. E mesmo assim, eles conseguiram entregar exatamente o prometido.

Divinity: Original Sin se ambienta no mesmo universo de outros jogos da série, mas a trama se sustenta sozinha para iniciantes – jogadores são lentamente apresentados ao extenso mundo de jogo na pele do casal de protagonistas altamente personalizáveis. Não apenas o jogo permite que você controle os dois como um time, mas o sistema suporta sessões multiplayer em que cada jogador siga pela sua própria aventura – e mais incrivelmente, se desenvolvam separadamente e discordem sobre o que devem fazer. Mesmo jogando sozinho, essa mecânica resulta em algumas interações surpreendentes entre os dois personagens e NPCs. E isso é só o começo: como em Ultima VII, Original Sin oferece uma quantidade impressionante de interação – não apenas com o mundo, mas também em seu sistema de combate.

The heroes are always created in pairs - but are highly customizable.

Os heróis são sempre criados em duplas - mas são bastante customizáveis

Ao criarseus dois personagens, você escolhe uma "classe", mas ao contrário da maioria dos RPGs, isso não força muitas restrições no que pode ser feito, meramente oferecendo um ponto de partida para o lento mas elaborado processo de evolução do(a) futuro(a) herói(ina). Há um bocado de personalização esperando à medida em que seus heróis se tornam mais poderosos, e não faltam truques a serem descobertos ao se botar em prática as novas habilidades – e o melhor, as inúmeras quests que você encontrará são igualmente variadas em suas maneiras de serem resolvidas: combate, diálogo, exploração, criação de itens... o jogo brilha ao fazer essas opções brilharem em seu pleno potencial.

Apesar do mundo não ser tão gigantesco quanto Ultima VII era em 1992, ele parece mais denso na oferta de conteúdo. Há muito a ser feito, mas infelizmente a câmera distante e parcialmente controlável pode tornar difícil clicar no seu alvo desejado – além de resultar em gráficos menos detalhados do que as pessoas podem estar acostumadas em suas contrapartes com perspectiva atrás dos ombros. Esse é um pequeno preço a ser pago, entretanto: os menus são surpreendentemente funcionais dada a quantidade de possibilidades oferecidas, algumas simples, como poder negociar com virtualmente qualquer NPC.

You'll be surprised with the amount of interactivity in the world.

A interatividade do mundo é impressionante.

Eventualmente, você não ficará mais maravilhado com todas as opções oferecidas, mas o jogo ainda brilha com a escrita inteligente. Espere interagir com um bocado de personagens variadas – e até animais, caso selecione a habilidade específica – durante suas aventuras mundo fora. Quando decidi interpretar os dois protagonistas como discordando o tempo inteiro, os resultados foram deliciosamente inesperados.

Com a adição de suporte multiplayer e uma bastante versátil (mas não necessariamente intuitiva) ferramenta de criação de conteúdo, Original Sin revive o velho sonho de permitir aos jogadores criarem suas próprias campanhas. Ainda é cedo para dizer quão popular isso se tornará, mas mesmo assim só adiciona ainda mais à rejogabilidade já-impressionante do produto.

Despite plenty of content, one can only hope modders will run wild with the editor.

Apesar de ter bastante conteúdo, esperamos que os Modders abusem da ferramenta de criação

O jogo pode não ser tão fácil para se aprender como seus competidores, mas o enorme potencial e variedade de Divinity: Original Sin o aproxima das raízes do gênero, ao contrário dos híbridos aguados que estão se tornando cada vez mais prevalentes hoje em dia. O game certamente não é para qualquer um, mas levando em conta que nem mesmo as continuações de Ultima VII conseguiram capturar isso, podemos apenas torcer para que essa não seja a última vez que um desenvolvedor se arrisque a criar um pequeno universo tão elaborado em uma caixinha.

Ficha Técnica
Divinity: Original Sin
Plataformas: PC, Mac
Desenvolvedor: Larian Studios
Distribuidor: Larian Studios

 

Esta postagem também está disponível em: Inglês

Author, freelance videogame journalist, cinematography major and a little insane.

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